1752

Os Povos Pré-históricos do Município eram os Patos, de cultura Guarani, um ramo dos Quíchuas do Peru (também conhecidos por Incas). Povos pacíficos de cultura Neolítica. Os patos foram caçados por aventureiros paulistas que vinham de barco e os levavam para São Paulo como escravos.
Foi tão intenso esse tráfico, que São Paulo, falava 2/3 o Guarani e não o Português. Em São Paulo morriam desidratados pois eram obrigados a vestir roupas de lã (estilo português) e a trabalhar na lavoura sob escaldante sol tropical. Relatos da época diziam que os indígenas eram sem moral pois não tinham vergonha de mostrar suas genitálias. Os que se recusavam a vestir-se eram condenados pelos Tribunais da Santa Inquisição que atuaram no Brasil-Colônia.
No Século XVII, os Padres Jesuítas Espanhóis, com sede em Assuncion, no Paraguai, resolveram estabelecer reduções à margem esquerda do Rio Jacuí. Roque Gonzáles, padre jesuíta vindo de Guairá, fundou a primeira redução, próximo a atual cidade de Ijuí. Um século mais tarde as reduções se espalhavam por boa parte do atual Rio Grande do Sul.
No Município de Tapes havia uma Fazenda de gado no Morro da Formiga, margem direita do canal de Itapoá (pedra redonda).Em Tapes,a realidade não foi diferente.Era assim que funcionava a charqueada de Brigida Calderon e Patrício Vieira Rodrigues.Localizava-se á margem direita   da Sanga da charqueada,no local onde atualmente se localiza o Loteamento Luis Carlos Wolf. Havia um ancoradouro de barco onde hoje se localiza o camping Municipal Antonio Alfonsin Sinchen,onde ancorava um barco de nome de Tapes,por isso o local era chamado de Porto de Tapes.

1753

 

Em 1752, essas reduções foram arrasadas pelo exército português pois os Caciques Sepé Tiaruju e Nicolas Nhemguirú recusaram-se a cumprir o que determinava o Tratado de Madrid, assinado dois anos antes. O gado jesuítico permaneceu como gado sem dono, espalhado pela vastidão do pampa gaúcho (e era chamado de gado chimarrão). Servia de alimento aos índios charruas que habitavam o extremo sul do Rio Grande, altamente belicoso e nômade.
Foi do cruzamento desse índio com o europeu que surgiu o gaúcho. Para aproveitar esse gado chimarrão, surgiram as Charqueadas. Inicialmente em Pelotas, e mais tarde por toda a margem direita da Lagoa dos Patos. O gaúcho caçava o gado selvagem no campo e o vendia nas charqueadas, onde os escravos faziam o charque e os portugueses ficavam com o lucro.
 1754

Em Tapes, a realidade não foi diferente. Era assim que funcionava a charqueada de Brígida Calderon e Patrício Vieira Rodrigues. Localizava-se à margem direita da Sanga da Charqueada, no local onde atualmente se localiza o Loteamento Luis Carlos Wolf. Havia um ancoradouro de barco onde hoje se localiza o Camping Municipal Antonio Joaquim Simchen, onde ancorava um barco de nome Tapes, por isso o local era chamado de Porto de Tapes. A erva mate era mascada pelos índios Guaranis, pois ela combatia a fadiga.

Esse hábito foi assimilado pelos bandeirantes. Como não havia pés de erva mate em todos os locais, a bandeira e Antonio Raposo Tavares resolveu secar a erva e levá-la na bandeira, daí surgiu nosso tradicional chimarrão. Há suas controvérsias quanto a existência de uma tribo indígena denominada Tapes, o termo era usado pelos bandeirantes paulistas para designar os índios a aldeias do Rio Grande do Sul.

1808
A região foi habitada por índios da tradição Tupi-Guarani. Por volta do ano de 1808, atraídos pela fertilidade do solo e pela abundância das pastagens da região, imigrantes açorianos estabeleceram-se na área, instalando estâncias e charqueadas que foram a base da economia local por algum tempo.
 Posteriormente, decorrentes da própria configuração geográfica, desenvolveram-se a prática da agricultura e da pecuária que constituem atualmente a principais riquezas do Município.
1824
Ao analisarmos a história,não podemos deixar de falar na transferência dasede do municipal de Dores de Camaquâ para Tapes através da imprensa com Levino Chaves Martins.Tapes esta localizada na Sesmaria de Nossa Senhora do carmo que, em 1790, foi concedida pelo Vice-Rei Dom Luís de Vasconcelos a Manuel José de Alencastro. Embora Patrício Vieira Rodrigues não tenha sido o primeiro proprietário dessa sesmaria, indiscutivelmente deve ser considerado como o fundador, da hoje cidade de Tapes. E faz jus a este título, em virtude de ter instalado uma charqueada na foz de um arroio na Lagoa dos Patos, o qual passou a chamar de “Arroio da Charqueada” de haver servido esta charqueada com navegação de sua propriedade inaugurando, dete modo o pôrto que, segundo tradição tomou o nome de Tapes, pois assim se chamava uma de suas embarcações. A posição privilegiada do Pôrto de Tapes, trouxe ao povoado um surto de progresso e este progresso foi importante para o Município, e tornou-se um importante centro político da região.
 
1833
Pelo Decreto Imperial nº 42, de 29 de agosto de 1833,o Distrito de Camaquã, pertencente a Triunfo, foi elevado a Freguesia, com a sede e a invocação de Nª Sª das Dores de Camaquã. Estava plantada a semente da futura emancipação administrativa. Em seu inicio, Dôres teve como centro de interêsse comunitário principal o religioso, que foi consequência da doação de terras por Francisco Antônio da Cunha para manter a Capela de Nª Sª das Dôres.
1857
Sua emancipação política e administrativa ocorreu em 12 de Maio de 1857, mas por questões políticas e econômicas, a Freguesia passava a integrar ora no território de Porto Alegre, ora de Camaquã, chegando inclusive a pertencer a Triunfo e Rio Pardo.

Dores de Camaquã obtém a sua primeira autonomia administrativa.

Em seu início, Dôres teve como centro de interêsse comunitário principal o religioso que foi consequênca da doação de terras por Francisco Antônio da Cunha e sua mulher dona Angélica Maria da Conceição, para erigir e manter a capela de Nª Sª das Dôres, como efetivamente se fez.

E Dôres se constituiu Distrito, depois Freguesia, primeiro de Triunfo, mais tarde de Porto Alegre e no final pela Lei nº 402, de 16 de dezembro de 1857, assinada pelo Conselheiro Angelo Muniz da Silva Ferraz, foi elevada á categoria de Vila.

Imediatamente se cuidou da eleição dos primeiros Vereadores que iriam constituir a Câmara Municipal.

1913

Após um curto período de dois anos e cinco meses, em que pertenceu mais uma vez a Porto Alegre, quando se encontrava no Governo o Dr. Antonio Augusto Borges de Medeiros, foi restabelecido o Município de Dores de Camaquã, pelo decreto nº 1993, de 25 de junho de 1913.

 

 

 

1929

 

Em 22 de Maio de 1929, através de um plebiscito, foi realizada a transferência da Sede da Vila de Nossa Senhora das Dores para o Porto de Tapes, então 2º distrito.

Posteriormente, o Decreto nº 10 de 21 de Setembro de 1929, muda o nome de “Município de Dores de Camaquã” para “Município de Tapes”, sendo Primeiro Intendente o Sr. Manoel Dias Ferreira Pinto.

 

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